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Histórico SE-EB

Publicado: Sexta, 22 de Maio de 2015, 13h47 | Última atualização em Sexta, 22 de Maio de 2015, 13h53 | Acessos: 5281

A EXCELÊNCIA GERENCIAL NAS PRÓXIMAS DÉCADAS

 

Um jovem austríaco, nascido em Viena, em 1909, filho de um ex-ministro daquele país, formado pela Universidade de Frankfurt e que trabalhava na área de Economia ganhou um prêmio, em 1929, escrevendo uma análise que provava, com certeza matemática, que a Bolsa de Valores de Nova York só poderia ter suas ações valorizadas. O estudo do então jovem advogado foi publicado uma semana antes da histórica “quinta-feira negra”, 24 de outubro de 1929, quando houve a forte inversão do movimento comprador para o vendedor da Bolsa de Wall Street, produzindo um colapso nas cotações, marcando o início do deplorável período da Grande Depressão, que assumiu dimensões mundiais.

Todos podem se equivocar. Assim foi o início da carreira de Peter Drucker. Caso o papa da administração moderna tivesse desistido na sua primeira decepção, não teríamos sido presenteados com tantos ensinamentos que tanto contribuíram para que muitas organizações alcançassem a Excelência Gerencial.

Há vários referenciais na história da administração moderna que imperiosamente devam ser considerados para qualquer programa de gestão que uma organização se aventure a implementar, onde se inclui Peter Drucker, um inequívoco referencial para todos que se debruçam sobre as práticas de gestão da administração moderna.

O mundo contemporâneo tem se caracterizado pela rapidez e intensidade com que se processam as mudanças, impulsionadas particularmente pelas freqüentes inovações tecnológicas e transformações sociais.

Diante desse quadro desafiador, com reflexos diretos sobre as pessoas e as organizações, descortina-se perante os líderes, em todos os níveis, a premente necessidade de buscar novas técnicas, métodos e procedimentos que tornem suas organizações e seus liderados: maleáveis diante do novo; susceptíveis à implementação consciente e voluntária de novas metodologias; voltados ao desempenho de suas funções; e permanentemente compromissados com resultados.

Essa revolução tecnológica e administrativa exige das organizações a adoção de nova postura frente aos fatos. Para não ser ultrapassado pelos acontecimentos, em constantes mudanças, o Exército vem trabalhando, permanentemente, de maneira proativa para manter uma já consagrada e reconhecida competência em tudo que faz. Para tal mister, e para atender a presente demanda, o EB adotou o Programa Excelência Gerencial do Exército Brasileiro (PEG-EB), cujo teor previne-o contra as possíveis ações reativas e se propõe a conduzi-lo a patamares cada vez mais altos de excelência tendo por base uma gestão ainda mais comprometida com a efiência, eficácia e a efetividade, norteada pelo imperioso objetivo de aprimorar a sua operacionalidade, fazendo-o aderir, definitivamente, ao futuro.

O Programa Excelência Gerencial (PEG-EB) é o instrumento de implantação da estratégia de “reorganização das atividades sob a égide da excelência”, estabelecido pelo Comandante do Exército, General de Exército Francisco Roberto de Albuquerque, a partir de 2003, visando a melhorar a operacionalidade da tropa e atender, nas melhores condições, aos anseios de defesa e segurança da Sociedade Brasileira.

 

HISTÓRICO DO PROGRAMA EXCELÊNCIA GERENCIAL DO EXÉRCITO BRASILEIRO – (PEG-EB)

O Exército Brasileiro, ao longo dos últimos anos, vem passando por profundas e importantes transformações, com preservação de seus valores históricos e em perfeita sintonia com o processo de evolução dos cenários político, econômico e social do Brasil e do mundo, no contexto de uma nação emergente e globalizada.

Sintonizado com tal processo de evolução da Força, a criação do PEG-EB foi decidida pelo Comandante do Exército como uma de suas Diretrizes Gerais de Comando para a gestão 2003/2006.

Ao ser idealizado, pensou-se num Programa que melhorasse continuamente a gestão de todo o EB e que tivesse como objetivo a operacionalidade e o bem-estar do público interno e de seus dependentes.

Assim, no início de fevereiro de 2003, foi iniciado o processo de implantação do PEG-EB, com a nomeação dos primeiros Assessores Especiais, os quais vieram, posteriormente, a integrar a Assessoria Especial do Gabinete do Comandante do Exército (AEsp/Gab Cmt Ex), encarregada de implantar o Programa.

 

 

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Figura 1 - Sensibilização dos integrantes da Força pelo

Gen Ex Francisco Roberto de Albuquerque - Comandante do Exército

 

Após uma sensibilização do Alto-Comando do Exército (ACE) sobre o assunto, implementou-se então um processo para o fluxo das idéias e documentação; estreitaram-se os laços com empresas e universidades públicas e privadas; agregaram-se à Força os primeiros conhecimentos sobre o Balanced Scorecard (BSC) e foram  elaboradas as primeiras instruções reguladoras acerca do modelo que o PEG-EB desejava implantar nos diferentes escalões do Exército.

Foi implantada no Exército a metodologia de auto-avaliação adotada pelo Programa de Qualidade do Serviço Público (PQSP), atual Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GESPÚBLICA) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e realizada uma capacitação específica para os militares, então denominada de Gestão Pública II. Tal ação redundou numa maior aproximação entre o MPOG e o EB, possibilitando que muitos cursos na área de gestão, com apoio dos núcleos regionais do PQSP/GESPÚBLICA, pudessem vir a ser realizados ao longo do ano de 2003 e anos seguintes, em todo o território nacional.

A orientação mestre do Comandante do Exército, desde o início do processo, foi de que as ações do Programa deveriam ser simples e focadas nos resultados, sendo a participação das diversas Organizações Militares (OM) em prêmios de qualidade de âmbito nacional, estadual ou municipal, considerada não como objetivo primordial do PEG-EB, mas sim como mais uma ferramenta de aperfeiçoamento da gestão e de aproximação do Exército com as diretrizes do Governo Federal para os órgãos públicos.

Quando da segunda reunião da ACE, em março de 2003, o GETRAM (Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Gerência Execultiva de Transporte e Mobilização), organizado com o apoio do gabinete do Comandante do Exército (Gab Cmt Ex), do Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP), do Departamento Logístico (DLog), da Diretória de Transporte e Mobilização (DTMob), e da Câmara Interamericana de Trasportes (CIT), bem como a realização do primeiro curso de Gestão Pública II, consolidaram-se com as primeiras respostas da AEsp às expectativas geradas com o surgimento do Programa.

A AEsp, nessa oportunidade, apresentou a logomarca do PEG-EB. Desejava-se com ela, algo que representasse a autoridade de um “rei”, e que ao mesmo tempo brilhasse como a luz do sol. Foi desenhada, a exemplo da barretina do cadete e da coroa de um rei, com os raios de sol em amarelo e, com os dizeres em verde à frente. Simples e representativa, a logomarca se consolidou e hoje é conhecida por todos na Força.

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Figura 2 - Logomarca do PEG-EB

Após isso, algumas atividades começaram a ser desenvolvidas, tais como: delineamento e organização das fases de implantação do PEG-EB; realização das primeiras auto-avaliações em todo o Exército Brasileiro; realização de diversos cursos na Escola de Administração Fazendária (ESAF) e na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP); implantação da metodologia do PEG-EB nos Estabelecimentos de Ensino Militares; publicação de Portaria tratando das Políticas e Estratégias do Cmt Ex (Port nº 191, de 17 de abril de 2003) e de outra estabelecendo a metodologia do PEG-EB (Port nº 348, de 1º de julho de 2003).

Ao longo do ano de 2003, com o apoio de conferencistas renomados como os Professores Cesar Romão, Luiz Marins, Eduardo Carillo, Banzatto, José Ernesto, João Batista de Oliveira e outros, foram realizados simpósios de sensibilização e orientação técnica em diferentes Comandos Militares de Área e continuou-se o processo de cooperação com várias universidades públicas e privadas, órgãos públicos, empresas, etc. Foram realizadas, ainda nas diferentes guarnições, visitas de orientação técnica, envolvendo o Gabinete do Comandante do Exército, Departamentos, Diretorias, Escolas Militares, Divisões de Exército, Brigadas e Organizações Militares de diferentes níveis. Com a parceria do MPOG, foram também realizadas a formação de gestores e validadores / auditores de gestão, particularmente na Bureau Veritas Quality International (BVQI) , em São Paulo, capacitandose validadores de alto nível para trabalhar no Programa.

Algumas OM, no mesmo ano de 2003, foram vencedoras de prêmios de qualidade em diferentes níveis e, o mais importante, muitos integrantes da Força passaram a pensar em gestão de forma mais sistemática.

Em seguimento às ações deflagradas com o início de implantação do Programa em 2003, a auto-avaliação da gestão das Organizações Militares foi sendo a cada ano ratificada ou retificada, além de ser validada por equipes externas às OM, sendo daí levantadas e priorizadas as oportunidades de inovação e melhoria (OIM), estabelecidas ações para transformá-las em pontos fortes e consolidação das mesmas em Projetos de Inovação e Melhoria (PIM).

A implementação de inovações e melhorias, feita por simples ação de comando, análise e melhoria dos processos e por meio de projetos, constantes do Plano de Gestão da OM, materializou desde então o processo de elaboração do Planejamento Estratégico Organizacional (PEO).

O PEO e o Processo de Melhoria Contínua (PMC) são instrumentos que juntos permitem atingir melhores resultados e buscar a excelência gerencial. O conjunto integrado desses instrumentos, em consonância com a gestão dos processos e de projetos, bem como com um sistema de medição, é denominado “Modelo Excelência Gerencial do Exército Brasileiro” (MEG-EB).

O PMC é baseado nos fundamentos da excelência, nos quais se originaram os critérios de excelência, que são: liderança; estratégias e planos; cidadãos e sociedade; informações e conhecimento; pessoas; processos e resultados.

O MEG-EB, por sua vez, conta com algumas ferramentas de apoio, por meio das quais o Comandante e seu Estado-Maior, em todos os níveis, transformam as necessidades apontadas na autoavaliação da OM em resultados para a organização. Dentre estas, citam-se: Análise e Melhoria de Processos (AMP); Elaboração e Gerenciamento de Projetos (EGP); Sistema de Medição de Desempenho Organizacional (SMDO) e Indicadores de Desempenho Organizacional (IDO).

Assim, uma das grandes motivações do PEG-EB, desde o seu primeiro momento de implantação, foi a de preencher uma lacuna existente no Sistema de Planejamento do Exército (SIPLEx), atendendo plenamente ao objetivo geral de “modernizar e racionalizar a estrutura organizacional e os processos administrativos”, em consonância com a Política e Estratégias definidas pelo Comandante do Exército, em suas Diretrizes de Comando.

Como resultado palpável desta percepção no nível estratégico, o Estado-Maior do Exército (EME) vem operacionalizando o “Macroprojeto Gestão Estratégica” (MGE) para o Exército Brasileiro, o qual tem por objetivo: revisar o modelo e os processos do SIPLEx; estabelecer maior vinculação entre as estratégias adotadas pelo Exército e os recursos disponíveis para tal; criar o escritório de projetos do EB e, também, implantar o Sistema de Gestão Estratégica (SGE) com o uso da metodologia do Balanced Scorecard (BSC) como ferramenta de apoio.

É também objetivo do MGE estabelecer um modelo para a gestão de processos do Exército.

No nível operacional, a realização da auto-avaliação e do planejamento estratégico com enfoque sistêmico tem possibilitado às Regiões Militares, Divisões de Exército, Brigadas, Grupamentos de Engenharia de Construção e Artilharias Divisionárias, uma visão mais clara das possibilidades e necessidades dos sistemas operacionais de combate desses Grandes Comandos.

Concomitantemente, a AEsp vem desenvolvendo, desde o seu início, constantes atividades no sentido de viabilizar a capacitação de recursos humanos, realizando: sugestões acerca do currículo da disciplina Ciências Gerenciais ministrada nos Estabelecimentos de Ensino Militares; cursos na modalidade à distância sobre AMP, junto com o Centro de Estudos de Pessoal (CEP) e com a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP); cursos presenciais de Indicadores de Desempenho, Planejamento Estratégico Organizacional e de Melhoria Contínua. Foram realizados, também, desde 2005, para militares das Guarnições de Brasília e do Rio de Janeiro, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), cursos de Gerenciamento de Projetos e de Gestão por Processos.

Além disso, foram realizados Cursos Básicos em Gestão (CBG), com cerca de seis semanas de duração cada um, para oficiais e praças de fora da Guarnição de Brasília, executados em parceria com a ENAP, em Brasília/DF, todos com excelente grau de aproveitamento.

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Figura 4 - Curso Básico em Gestão CBG

- ST/Sgt - 1ª Turma/2006

 

Os militares formados nestes cursos de extensão estão se constituindo em importantes disseminadores do Programa nas diversas guarnições espalhadas pelo território nacional.

Da mesma forma, em parceria com a Fundação Trompowsky, foram desenvolvidos módulos de capacitação em PEO, AMP e MC, na modalidade de ensino a distância (EAD), permitindo uma maior disseminação da cultura da excelência bem como uma atualização e padronização de conhecimentos na área de gestão.

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Figura 5 - Simpósio Nacional do PEG-EB/ 2005

A AEsp também realizou desde 2005, Simpósios Regionais em diversas guarnições e Simpósios Nacionais sobre o Programa em Brasília, por meio dos quais foram realizadas contínuas análises críticas da implantação do PEG-EB e da própria atuação da Assessoria, o que tem permitido a correção de rumos no sentido de se atingir, de forma cada vez mais eficiente, os objetivos inicialmente estabelecidos.

Para facilitar a implantação do modelo de gestão adotado pelo Programa, foram desenvolvidos um Sistema de Análise e Melhoria de Processos (SISAMP) e um Sistema de Informações Gerenciais (SISPEG), este já em sua versão 5.0, com planejamento para o aumento de dados corporativa, com utilização via internet (SISPEG - WEB).

No tocante à doutrina, a AEsp também disponibilizou Instruções Provisórias (IP) com informações básicas acerca do MEG, PEO, AMP, MC, EGP e SMDO/IDO. Assim, aos poucos vem se consolidando as bases doutrinárias que visam a melhorar continuamente a gestão do Exército, o que constitui-se num significativo resultado da implantação do PEG-EB.

Uma outra iniciativa, diz respeito ao portal do PEG-EB na rede mundial de computadores, o qual foi feito com a finalidade de facilitar a interação com os usuários.

Também no tocante à projeção externa, os resultados do PEG-EB são significativos. As referências às ações de aperfeiçoamento da gestão do Exército têm sido freqüentes em diversos fóruns, particularmente no GESPÚBLICA, do MPOG; no Movimento Brasil Competitivo (MBC), criado pelo empresário Jorge Gerdau; no Movimento Gera Ação, liderado pela PETROBRÁS; na Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), com destaque para o reconhecimento internacional consolidado pelo Conselho de Competitividade (CoC) dos Estados Unidos da América.

A participação em prêmios de excelência, por sua vez, vista mais como resultado do aperfeiçoamento da gestão das OM do que como objetivo, como já anteriormente mencionado, tem, entretanto, alcançado expressivos e crescentes resultados positivos, tanto a nível estadual como nacional, obtidos por organizações de diversos escalões do Exército, constituindo-se em claras indicações dos resultados do Programa.

Já em 2003, no contexto da difusão do modelo de excelência preconizado pelo PEG-EB, o 4º Regimento de Carros de Combate (4º RCC) ganhou o Troféu PQGF (Prêmio Nacional da Gestão Pública) na categoria administração direta, a 8ª Circunscrição do Serviço Militar (8ª CSM) ganhou a faixa bronze na categoria administração direta e o Colégio Militar de Brasília (CMB) ganhou a faixa bronze na categoria educação. No ano de 2004, o CMB foi novamente reconhecido pelo Prêmio, desta vez na faixa ouro, categoria educação. Em 2005, cinco organizações militares foram reconhecidas na faixa bronze do mesmo prêmio: a 10ª Região Militar (10ª RM), o 8º Regimento de Cavalaria Mecanizado (8° RCMec) e o 4° Regimento de Cavalaria Blindado (4° RCB), foram premiados na categoria administração direta; a Policlínica Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) e o Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército (LQFEx), na categoria saúde.

Já em 2006, foi premiada na faixa prata / categoria administração direta, a 10ª Região Militar (10ª RM) e, na faixa bronze, na categoria especial saúde, o Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (LQFEx) e o Hospital Geral de Recife (HGeR); na categoria especial educação, o Colégio Militar de Fortaleza (CMF) e, na categoria administração direta, o 4º Regimento de Cavalaria Blindado (4º RCB). Além disso, foram premiadas 53 organizações militares em nível estadual e municipal. Em 2007, foram premiadas na faixa bronze / categoria administração direta, a 10ª Região Militar (10ª RM) e o 35º Batalhão de Infantaria (35º BI), e na categoria especial saúde, o Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (LQFEx)

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Figura 6 - Prêmio Nacional da Gestão Pública (PQGF)

As trocas de experiências das unidades militares do Exército com organizações públicas e privadas brasileiras e com Forças Armadas amigas se tornaram uma rotina.

Nos próximos anos, com o prosseguimento do seu processo de implantação, resultados cada vez mais significativos serão certamente alcançados e que, por conseguinte, contribuirão para o contínuo aperfeiçoamento de nossa capacidade gerencial.

A aplicação das ferramentas gerenciais preconizadas no PEG-EB possibilitará, portanto, uma adequada condução e priorização das atividades em todos os níveis, aumentando a eficácia, eficiência e efetividade do Exército.

Pode-se afirmar, com segurança, que o PEG-EB é uma positiva realidade. Antes de ser um objetivo do Comandante, é uma conquista do Exército como um todo, estando com os esforços alinhados no sentido de, com foco na operacionalidade, dotar a Instituição de uma moderna filosofia gerencial, adotada por organizações públicas e privadas bem sucedidas em todo o mundo.

Para concretizar tal objetivo, faz-se necessário tempo, “não se ter medo das novas idéias” e um permanente comprometimento, pois aperfeiçoar a gestão do Exército exige a participação de todos!

Resultados da Pesquisa Nacional Sobre o Programa Excelência Gerencial realizada pelo Centro de Comunicação Social do Exército, em julho de 2006, com a participação de 3200 militares (Of/ST/Sgt) e 600 Organizações Militares.

 

 

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Em 20 de abril de 2007, por meio da Portaria nº 220, o Exmo Sr Gen Ex Enzo Martins Peri, Comandante do Exército, resolve estabelecer o Sistema de Excelência no Exército Brasileiro (SE-EB), em continuidade ao Programa de Excelência Gerencial (PE-EB), implantando no Éxercito Brasileiro, no período de 2003 a 2006, conforme a Portaria do Comandante do Exército nº 191, de 17 de abril de 2003. A implantação do SE-EB visa a integrar as informações gerenciais do Exército Brasileiro, para auxiliar as decisões do Comandante do Exército e do Alto-Comando do Exército, incorporando os conceitos e práticas adotadas pelo PE-EB.

 

 

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Figura 7 - Abertura do Simpósio de Excelência do CML e

DEP pelo Gen Ex Enzo Martins Peri - Comandante do Exército

(ECEME)

 

 

O SE-EB está baseado em quatro projetos principais: Projeto Sistema de Gestão Estratégica /Balanced Scorecard (SGE/BSC); Projeto Sistema Integrado de Gestão (SIG); Projeto de Gestão por Processos (PGP); e Projeto de Consolidação do PEG-EB.

Os quatro projetos citados acima estão diretamente inter-relacionados e possuem os seguintes objetivos:

- SGE/BSC: prosseguir a implantação do Sistema de Gestão Estratégica nos Comandos Militares de Área, no Órgão de Direção Geral (ODG), nos Órgãos de Direção Setorial (ODS) e nos Órgãos de Assistência Direta e Imediata (OADI), empregando a metodologia Balanced Scorecard, de modo a estabelecer um modelo integrado com o SIPLEX;

- SIG: implantar um sistema integrado de gestão no ODG e nos ODS, visando a integrar os sistemas corporativos existentes no Exército, utilizando inicialmente áreas-piloto;

- PGP: implantar modelo de mapeamento dos processos no ODG e nos ODS, visando a documentar e aprimorar os processos organizacionais existentes, utilizando inicialmente áreas-piloto para mapeamento; e

- Projeto de Consolidação do PEG-EB: dar continuidade às atividades do PEG-EB em todos os níveis do Exército, utilizando os critérios preconizados pelo Programa Gespública do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, buscando consolidar as modernas práticas de gestão, visando a elevar o nível de operacionalidade da Força Terrestre.

 

 

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Figura 8 - Logomarca do SE-EB

 

Ainda em 2007, a Assessoria Especial do Gabinete do Comandante do Exército (AEsp/Gab Cmt Ex) representou o Exército Brasileiro junto ao GESPÚBLICA do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), integrando o Comitê Conceitual que elaborou do Modelo de Excelência na Gestão Pública – MEGP/08, alinhando-se assim, com os fundamentos da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Dessa maneira, organizações públicas e privadas passaram a adotar os mesmos critérios, unificando procedimentos.

Desde agosto de 2007, participaram 103 (cento e três) pessoas representando as mais diversas organizações, entre elas: o Exército Brasileiro, a Marinha do Brasil, o Banco do Brasil, o INMETRO, a PETROBRAS-Grupo Gera-Ação, a Secretaria de Gestão, a Caixa Econômica Federal (CEF), o Governo do Distrito Federal (GDF), a FNQ, a Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (ABIPT), o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e o Fórum dos Programas Estaduais de Qualidade e Competitividade.

As Ferramentas de Gestão do Sistema de Excelência no Exército Brasileiro (SE-EB) possuem um inter-relacionamento, necessário ao resultado que se busca obter com a utilização das mesmas. Assim, a Auto-Avaliação (AA), ciclo 2008, começou com a utilização de um processo consagrado e de uso internacional, contendo 08 (oito) Critérios de Excelência, que são verificados com base no novo Modelo de Excelência na Gestão Pública customizado para o Exército Brasileiro (MEGP-EB).

 

 

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Figura 9 - Modelo de Excelência na Gestão Pública

 

do Exército Brasileiro (MEGP-EB)

 

Com base no MEGP-EB, a Assessoria Especial do Gabinete do Comandante do Exército desenvolveu em conjunto com a Fundação Trompowsky, órgão vinculado ao Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP), a mais nova ferramenta gerencial, o SISPEG-WEB, disponível desde o dia 2 de abril de 2008 para todas as OM participantes do processo de Auto-Avaliação.

 

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Figura 10 - Tela de Entrada da ferramenta SISPEG-WEB

 

O novo sistema viabiliza a integração sistêmica de todo o processo de Melhoria Contínua (MC) de mais de 600 (seiscentas) Organizações Militares do Exército Brasileiro.

A 1ª versão em rede, com acesso via Internet (https://www.sispegweb.ensino.eb.br) permite o gerenciamento dos Planos de Gestão, Auto-Avaliação, Melhores Práicas de Gestão, Relatórios, Banco de Melhores Práticas, Cadastro da OM, Cadastro do Assessor de Gestão e Visão Sistêmica das OM. Contribui com o Sistema de Medição de Desempenho Organizacional (SMDO/BSC), alinhando os Indicadores de Desempenho Operacionais e Estratégicos das OM de nível Unidade/Subunidade até os seus respectivos Comandos Militares de Área.

Em 23 de outubro de 2008, por meio da Nota nº 001/A3.2-Circular, o Exmo Sr Gen Ex Enzo Martins Peri, Comandante do Exército, determina a institucionalização do SE-EB.

 


“Senhores integrantes do Alto-Comando do Exército, Comandantes, Chefes e Diretores

1. Considerando que os objetivos traçados para a 2ª fase da implantação do Sistema de Excelência do Exército Brasileiro (SE-EB) foram plenamente alcançados, assimilados e já fazem parte da cultura de gestão da Força, determinei a institucionalização do SE-EB.

2. O compêndio intitulado como Sistema de Excelência na Organização Militar (SEOM), anexo, marca a última atividade de desenvolvimento doutrinário da Assessoria Especial deste Gabinete, e deve ser ministrado em instruções de quadros para que seja amplamente utilizado pelas OM.

3. Em conseqüência, a partir desta data, as atividades de pesquisas, desenvolvimento e execução referentes ao SE-EB serão absorvidas pelo Estado-Maior do Exército (EME).”


 

 

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Figura 11 - Capa do compêndio intitulado SE-OM

 

A AEsp encerra suas atividades em outubro de 2008, cumprindo todas as missões que lhes foram atribuídas, projetando estrategicamente o EB na área da gestão, tornando a Força referência nacional e internacional. Contribuiu, inquestionavelmente, com a consolidação de importantes conceitos da administração contemporânea e a gestão pela excelência, ampliando a cultura do público interno e as relações com a administração pública, privada e nações amigas.

 

Até o encerramento de suas atividades, o EB alcançou índices de reconhecimento nunca antes atingidos, tendo 25 OM premiadas em âmbito nacional e 204 OM premiadas em âmbito regional.

Destaca-se, ainda, o inédito reconhecimento público como Instituição de Classe Mundial, com a premiação do 4º RCC, no ciclo 2008, na categoria finalista, juntamente com a GERDAU e a ELETROPAULO, no Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ) na sua 17ª Edição , da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e a Certificação ISO 9000 no processo de dobragem de páraquedas do Batalhão DOMPSA, atividade operacional de destaque na Força.

 

Histórico de Prêmio da Área de Gestão Recebidos pelo Exército Brasileiro - Cadastrados no SISPEG-WEB (21 Jul 08)

 

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